04/11/2019

O que é alimentação inclusiva?

O conceito de alimentação inclusiva tem ganhado notoriedade nos últimos tempos. É provável que você já tenha ouvido falar sobre isso. Mas você sabe exatamente sobre o que refere?

O termo diz respeito à inserção de alimentos para pessoas com alergias ou restrições alimentares em eventos, festas, confraternizações, outros eventos sociais que envolvam comida e lugares de refeição coletiva, como cozinhas empresariais e merendas.

Qual a necessidade?
Pensar em alimentação inclusiva é um ato de empatia e respeito ao próximo. A comida é um elemento cultural e social importante desde as primeiras civilizações. Dos grandes banquetes ao simples café da manhã em família, o caráter afetivo da alimentação é indiscutível.

Por isso essa pauta é tão importante. Negar a alguém o direito de conviver e aproveitar eventos sociais em sua totalidade pode gerar constrangimentos. Imagine ter que levar a própria comida ou ser pego de surpresa pela falta alimentos que você pode comer? A situação seria para lá embaraçosa.

Quando se trata de uma situação em que a instituição se propõe a oferecer a refeição, o assunto é ainda mais delicado. É o caso de um funcionário ter sua necessidade nutricional insaciada por conta da inflexibilidade do almoço oferecido pela empresa, o que gera riscos à sua saúde, a curto e longo prazo.

Por isso, seja a restrição alimentar por escolha ou não, é importante o conhecimento delas e a adoção de ações para evitar situações como essa. Vamos entender um pouco mais sobre isso?

Quais são as diferentes restrições alimentares?
As restrições alimentares mais comuns são:

Intolerância à lactose: incapacidade de digerir leite e seus derivados.

Intolerância ap glúten: incapacidade de digerir as enzimas do trigo. A pessoa deve evitar pães e massas que levem o grão em sua composição, mesmo que em pequenas quantidades.

Vegetarianismo: alimentação que não inclui carnes de nenhum tipo. Em raros casos, a pessoa pode optar por continuar o consumo de peixe.

Veganismo: alimentação que não inclui produtos de origem animal de nenhum tipo.

Alergia a frutos do mar: intolerância a qualquer prato com peixes, ostras, lagostas e outros animais marítimos.

Diabetes: sensibilidade ao consumo de açúcar. A pessoa não produz insulina para digerir os carboidratos, o que pode causar mal estar e malefícios ainda maiores a longo prazo.

Hipertensão: sensibilidade ao consumo de sal. A pessoa sofre com problemas de pressão e não pode ingerir o condimento, sob risco de comprometer seu sistema circulatório.

Alergia a grãos: a pessoa não pode comer algumas leguminosas e/ou oleaginosas, como soja, amendoim, nozes, amêndoas, castanhas e aperitivos do tipo.

Como ser mais inclusivo?

Conheça as pessoas
Ao organizar um evento pergunte a todos os convidados se algum tem alguma restrição e providencie a comida pensando nisso. Não conte com o seu vago conhecimento sobre as pessoas. É sempre melhor perguntar “à toa” do que passar por situações como essa.

Tenha empatia
Quando conhecer alguém com alguma restrição alimentar, não tente negar ou convencê-la do contrário. Negar uma alergia ou intolerância, considerar como “frescura” ou ignorar que a pessoa possa ter um motivo caso a restrição seja por escolha é, no mínimo, deselegante.

Atente-se aos rótulos
Atente-se aos rótulos e pergunte sobre a composição. Você pode, por desconhecimento dos alimentos e mesmo sabendo das restrições, causando uma exclusão. Sobre isso, também vale a pena perguntar.

Pesquise antes
Se o evento ou confraternização for em um restaurante ou contar com um buffet, por exemplo, não conte apenas com o “eles devem servir algo para celíacos ou veganos”. Pergunte e pesquise, para que o máximo de pessoas possível possa aproveitar.

E então? Já passou por ou presenciou uma situação de exclusão alimentar? Já conhecia sobre o assunto? Agora que sabe, ajude a espalhar esse simples gesto e faça a sua parte!

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